As relações humanas são estranhas. Quer dizer, você passa um tempo com uma pessoa, comendo, dormindo, vivendo e amando, conversando com ela, indo aos lugares – e, um dia, tudo acaba.
– Charles Bukowski (via lovespassions)(Source: tango-no-teto)
Via Palavras que o vento não levouDesisti. E isso é a coisa mais triste que tenho a dizer. A coisa mais triste que já me aconteceu. Eu simplesmente desisti. Não brigo mais com a vida, não quero entender nada. (…) Vou nos lugares, vejo a opinião de todo mundo, coisas que acho deprê, outras que quero somar, mas as deixo lá. Deixo tudo lá. Não mexo em nada. Não quero. Odeio as frases em inglês, mas o tempo todo penso “I don’t care”. Caguei. Foda-se. (…) Me nego a brigar. Pra quê? Passei uma vida sendo a irritadinha, a que queria tudo do seu jeito. Amor só é amor se for assim. Sotaque tem que ser assim. Comer tem que ser assim. Dirigir, trabalhar, dormir, respirar. E eu seguia brigando. Querendo o mundo do meu jeito. Na minha hora. Querendo consertar a fome do mundo e o restaurante brega. Algo entre uma santa e uma pilantra. Desde que no controle e irritada. Agora, não quero mais nada. De verdade. (…) Não quero arrumar, tentar, me vingar, não quero segunda chance, não quero ganhar, não quero vencer, não quero a última palavra, a explicação, a mudança, a luta, o jeito. (…) Quero ver a vida em volta, sem sentir nada. Quero ter uma emoção paralítica. Só rir de leve e superficialmente. Do que tiver muita graça. E talvez escorrer uma lágrima para o que for insuportável. Mas tudo meio que por osmose. Nada pessoal. Algo tipo fantoche, alguém que enfie a mão por dentro de mim, vez ou outra, e me cause um movimento qualquer. Quero não sentir mais porra nenhuma. Só não sou uma suicida em potencial porque ser fria me causa alguma curiosidade. O mundo me viu descabelar, agora vai me ver dormir e cagar pra ele. Eu quis tanto ser feliz. Tanto. Chegava a ser arrogante. O trator da felicidade. Atropelei o mundo e eu mesma. Tanta coisa dentro do peito. Tanta vida. Tanta coisa que só afugenta a tudo e a todos. Ninguém dá conta do saco sem fundo de quem devora o mundo e ainda assim não basta. Ninguém dá conta e… quer saber? Nem eu. Chega. Não quero mais ser feliz. Nem triste. Nem nada. Eu quis muito mandar na vida. Agora, nem chego a ser mandada por ela. Eu simplesmente me recuso a repassar a história, seja ela qual for, pela milésima vez. Deixa a vida ser como é. Desde que eu continue dormindo. Ser invisível, meu grande pavor, ganhou finalmente uma grande desimportância. Quase um alivio. I don’t care.
– (Tati Bernardi)(Source: des-centralizar)
Via words get in the way .Não choro, não corro, não espero mais nada. Se você vier, ótimo. Caso contrário, eu sigo minha vida como sempre segui.
– (Caio Augusto Leite)(Source: ventodemaio)
Via words get in the way .Eu queria deitar no seu colo. Eu queria te abraçar. Eu queria estar com você.
(Source: b-elieving)
Hoje eu estou extremamente com saudade de você, mas deixa… Vou guardar, mais uma vez, isso apenas para mim.
<3(tu)
(…) Pode fazer um pedido. Ou três. Sempre faço. Quando são três, em geral, esqueço dois. Um nunca esqueci. Um sempre pedi: amor.
– Caio Fernando Abreu. (via lovespassions)(Source: flores-de-dentro)
Via Palavras que o vento não levouSó queria que você soubesse que os caminhos mudam assim como os dias passam, e que os sonhos também são esquecidos e jogados fora, que nós deixamos pra trás metade do que afirmávamos ser e que agora afirmamos ser outra coisa. Quero dizer que nós não somos imutáveis. Quero dizer que o amor não dura tanto quanto pensávamos e que o carinho e o afeto se dissipa fácil. Quero dizer que gostar e odiar são melhores amigos, e que nós somos influenciados e influenciamos. Nós mudamos, crescemos, evoluímos e às vezes regredimos. Quero dizer que o que você hoje é alguém que nunca mais virá a existir, quero também dizer que a pessoa que você será amanhã durará apenas amanhã. Quero dizer que é inevitável, e que o sinônimo mais adequado para vida seria mudança. Quero dizer que algumas coisas podem até ser salvas, por uma questão mínima de tempo, mas podem. Salve o que te faz bem, o que te faz sorrir. Carregue o que for melhor pra ti, por enquanto, leve. Depois irá se perder em uma esquina qualquer, e talvez, você ache algo melhor. Só talvez.
– Marília E. (heyeverybody) Via Palavras que o vento não levou





